domingo, 11 de agosto de 2019

Petiscos de domingo

Crônica de hoje.
No meu
no seu
nos nossos...
#Petiscosdedomingo

Pai, cadê você?

Hoje eu não vou te dar um beijo. Nem um abraço. Não vou ouvir um vinil com você. Hoje não pai.
Meu domingo está um tanto obscuro.
Confessando bem, estamos no obscurantismo. Sim, pai.
O pai xará de Carlos, o Drummond de Andrade. Me encanta. Sempre me ensinando que “amar se aprende amando”.
Eu fico pensando, “você me incentivou e me conduziu ao caminho da literatura, das artes em geral”. Aquela enciclopédia do Delta Larousse. De capa vermelha, cinza, lembra? Nossas fontes de pesquisas nos famigerados anos setenta. Os dicionários, a coleção do Jorge Amado. Sempre falo sobre isso. Porque você comprou pra mim.
Hoje não tem jeito, pai. Mas se tivesse, a gente ia ouvir um som do Carlinhos Brown. Eu ia recitar ou ler pra você, meus contos, crônicas e poesias, dos meus dois livros. Mas...
Deixa eu te falar umas coisas:
Tem alguém no país, filho de tal presidente, adivinha? Tem o mesmo nome que o seu
Caramba, pai. O racismo está forte. Querem transformar o Brasil numa metralhadora, e hoje é dia dos pais.
Por aqui estou eu, saudades demais das suas gargalhadas, seus projetos, seus sonhos.
Que pai maneiro é você. Foi. Será.
A vida segue seu curso, digitei este texto pra publicar na internet. Aos domingos eu escrevo. Não queria escrever hoje. Mas herdei uma coragem, uma vontade de viver, que me enlouquece.
Vê se não esquece que eu te amo, que eu sonho dormindo e acordada imaginando nós dois, de cabelos brancos e dando um tapa na cara da burguesia.
_ Certo filha. Agora vai que a louça te espera na pia.
_ PAI!

 Sandra Modesto

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Texto do mês de maio na revista Cult

O site da revista Cult publicou um texto que escrevi

É uma crônica que está no meu livro.
Quero compartilhar com vocês!

Afinal
O primeiro escrito na revista Cult, a gente não esquece...
https://revistacult.uol.com.br/home/cheiro-de-mae/?fbclid=IwAR2iv4j4iPHwW9Hs66dPHCelGGMHO5_euUBEIi10z3oeAHyozPxDVcoNh6w#.XO12gtKUw7k.facebook

Aperitivos culturais: Revista Cult

Aperitivos culturais: Revista Cult: Compartilho com vocês, meu texto publicado no site da revista Cult. Na sessão #lugardefalacult Tema do mês de junho: Empatia. Aí está meu...

Revista Cult

Compartilho com vocês, meu texto publicado no site da revista Cult. Na sessão #lugardefalacult
Tema do mês de junho: Empatia.
Aí está meu texto...
https://revistacult.uol.com.br/home/o-mesmo-espaco/

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A hora e a vez de publicar o segundo livro.



Publiquei meu primeiro livro em 2015. Quatro  anos se passaram.  
Senti que a segunda publicação estava na hora.
E estava. Em janeiro desse ano aconteceu. O projeto foi concluído. A editora Autografia foi a que eu escolhi para realizar meu segundo sonho literário.
O lançamento da obra será no espaço da biblioteca municipal Senador Camilo Chaves de Ituiutaba. Cidade onde moro.
São quatro horas da tarde de uma sexta - feira, dia três de maio. 
O lançamento está marcado para dia 7 de maio de uma terça - feira. Às  sete horas da noite. 
Estou ansiosa e não poderia estar diferente. Mas o livro está em minhas mãos. E o que importa é saber que a partir do dia sete, ele estará nas mãos dos leitores. Depois disso também. Tenho por mim que a divulgação do que escrevemos somos nós que fazemos.
"TUDO EM MIM É PROSA E RIMA"- um título com redondilha maior. Porque sou intensa.
Sandra Modesto.


http://www.autografia.com.br/loja/tudo-em-mim-e-prosa-e-rima/detalhes

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Poesia

Uma poesia minha pra recomeçar!


No mesmo sol
No mesmo sol da manhã surgia a dor quente.
No mesmo sol que a dor esquentava o dia cortava o meio.
O dia estava indo e a dor nada.
No mesmo céu que cortava o sol ninguém olhava a noite, a dor, o rasgo, o bafo, o trago, o avanço, a lente, a caricatura, os traços fortes.
No mesmo sol diferente a remitente canção que ninguém ouviu.
Na mesma canção, um menino chorava de fome na rua, uma mulher dizia sobre o escorregão no chão.
Um homem bradava – se homem.
Uma história era esquecida.
Beijos nunca mais. Abraços nunca mais.
Silêncio. O sol estava fraco.
No mesmo sol da manhã. 
Sandra Modesto

RUA DOCE MISTÉRIO >> Sandra Modesto

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