Sandra Modesto
Blog pessoal. Conteúdo literário com textos da autora e escritores de sua preferência. Dicas de livros, músicas, vídeos, projetos culturais. Resumindo: "Aqui tudo é arte"
sábado, 25 de abril de 2026
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Não amaremos >> Sandra Modesto
Não amaremos
Se eu disser que vi você
sem dizer o poema
Eu escrevi falando de nós. A chuva no meio da noite, o sorriso no ponteio da gente
Se eu inventasse um amor de abraçar a nuvem no canto do sol
Nossa dança embriagada, o beijo de estalo, o povo assistindo, o brilho do nosso olhar e dos nossos sorrisos.
Se eu nunca mais te visse
Se eu escorregasse nesse lamaçal da vida
Se eu mudasse de ideia
Envolvesse nossas pernas na quentura da noite calma num verão imenso.
Eu olharia no grito da manhã, os galhos balançando, a terra molhada com cheiro de vida.
E os meus versos
Pode acontecer um poema com letras grandes num cartaz: eu te amo, eu te amo, eu te amo, & entornasse a ternura na toalha branca.
Se eu te dissesse adeus. Um adeus pequeno. Interrompendo a inquietude.
È este o poema. Um dilema sem fim.
É a vida cuspindo exaustão. A preguiça, o suspiro, o bocejo.
O resquício de alguma estrofe, o fio de uma história mal escrita, sei lá, é o tempo. E isso é o que resta.
Se eu disser, que é tudo invenção desse momento
Essa saudade desvairada. O nosso retrato bonito na porta da geladeira.
Talvez, seja assim, o jeito menos sofrível de não amar.
Se mudarmos de ideia, amaremos o vento, onde tudo começa.
domingo, 19 de outubro de 2025
Revista O Bule: Certo dia...
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
NOVO LIVRO >> Sandra Modesto
O TEMPO DA GENTE
Começou a pré-venda do meu livro de poesias.
A capa mais lindo do mundo!
É só conferir...
quinta-feira, 3 de julho de 2025
domingo, 18 de maio de 2025
Por enquanto, outono
Os sóis dos domingos dessa estação me levam a vaguear. Visto minha calça legging, uma blusa confortável, nos pés, tênis e meias para o meu passeio pelas ruas próximas.
Resolvo caminhar pela praça. Subo a rampa,
desço pela escada, na verdade, uma atividade física gostosa. Olho a decoração
grafitada, admiro a arte exposta. Quem passa, limpa a câmera do celular e
registra a arte de rua. É o bairro Natal. Bairro de periferia.
E assim, sigo
meu caminho com o sol tímido, meus passos fortes e a suavidade da vida que eu
invento. Talvez recriar seja o verbo mais certeiro na minha caminhada. Passo
perto de uma turma de garotos jogando bola. Observo. Tinha um garoto sem camisa
e com uma calça de malha surrada. Alto, magro. Bonito, a pele brilhava diante
do sol. Tinha um baixinho com camiseta e bermuda.
E mais uns três, mas o diálogo, a conversa entre eles
prendeu minha atenção.
“E o Vinicius, hein”?
“Pois é”.
_ Ou, o Vinícius era louco. Pô, que saudades daquele tempo!
_ Bons tempos! Né? Bons tempos. Tempos que não voltam mais.
Fiquei intrigada. Os meninos, pela aparência, tinham de 13 a
16 anos.
E já tinham saudades do passado?
O que será que
aconteceu com Vinicius? Mudou de cidade? Morreu? Foi preso?
Sim, foi tão
importante que está preso nas memórias da turma. E marcou um golaço no meu
domingo de outono.
É hora do café
forte, sem açúcar. Mas com afeto.
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O dia parecia um convite ao amor. Era “domingo”. O domingo de Clarissa. O dia dela e de João. Clarissa gostava muito de João. Do abraç...
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